UFMG pede desculpas por uso de cadáveres de Barbacena em atividades de ensino
A UFMG declara de forma pública seu pedido de desculpas à sociedade brasileira por ter adquirido, no século XX, cadáveres provenientes do Hospital Colônia de Barbacena. A manifestação é acompanhada por ações de memória em conjunto com grupos da luta antimanicomial, restauração do livro histórico de registro de cadáveres e inclusão do tema em disciplinas de anatomia da Faculdade de Medicina.
- 13 de abril de 2026
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A UFMG declara de forma pública seu pedido de desculpas à sociedade brasileira por ter adquirido, no século XX, cadáveres provenientes do Hospital Colônia de Barbacena. A manifestação é acompanhada por ações de memória em conjunto com grupos da luta antimanicomial, restauração do livro histórico de registro de cadáveres e inclusão do tema em disciplinas de anatomia da Faculdade de Medicina.
Em declaração assinada no dia 18 de março, a então reitora Sandra Goulart Almeida reconhece que o “Hospital Colônia de Barbacena e outras instituições psiquiátricas de Minas Gerais foram palco de uma das mais cruéis violações de direitos humanos já praticadas no Brasil: a internação de pessoas de todas as idades por supostos transtornos mentais”. Ao falecerem, muitas dessas pessoas foram enterradas como indigentes ou tiveram seus corpos destinados a uma das 17 instituições de ensino médico para viabilizar o aulas de anatomia.
O texto enfatiza que, em respeito ao direito à verdade, à justiça e à memória, a UFMG “pede desculpas à sociedade brasileira por essa prática que aviltou os corpos e a dignidade de pessoas falecidas no Hospital Colônia de Barbacena”.
Desde 1999, a UFMG conta com um programa de doação de corpos para estudo de anatomia, que funciona de forma voluntária e consentida e é uma prática legal e ética, alinhada a padrões internacionais.
Além do pedido público de desculpas, outras ações no âmbito de ensino e de memória serão promovidas, em consonância com as recomendações da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal
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