Greve atinge mais de 50 universidades federais e impacta serviços em todo o país
Um movimento grevista de servidores técnico-administrativos já atinge pelo menos 53 universidades e institutos federais em diversas regiões do Brasil. A paralisação ocorre de forma parcial ou total, dependendo da instituição.
- 23 de abril de 2026
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Um movimento grevista de servidores técnico-administrativos já atinge pelo menos 53 universidades e institutos federais em diversas regiões do Brasil. A paralisação ocorre de forma parcial ou total, dependendo da instituição.
Entre as universidades afetadas estão grandes centros como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Em Minas Gerais, unidades como UFJF, UFOP, UFLA e UFSJ também registram adesão ao movimento.
Apesar da manutenção das aulas na maioria dos casos, os principais impactos têm sido sentidos nos serviços administrativos. Há relatos de atrasos na emissão de documentos, dificuldades em matrículas, funcionamento reduzido de bibliotecas e restrições em laboratórios.
Em algumas instituições, até serviços de saúde foram afetados. Hospitais universitários operam com capacidade reduzida, resultando no adiamento de consultas, exames e procedimentos não emergenciais.
Segundo a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (Fasubra), a greve ocorre devido ao descumprimento de acordos firmados com o Governo Federal em 2024. Entre as principais reivindicações estão a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), melhorias na carreira e a jornada de 30 horas semanais.
O Governo Federal, por sua vez, afirma que os compromissos estão sendo cumpridos ou já estão em fase de implementação. O Ministério da Educação informou que mantém diálogo com a categoria, enquanto o Ministério da Gestão reforçou que as negociações seguem dentro dos trâmites administrativos.
A mobilização continua, e a categoria prevê novos atos, incluindo manifestações em Brasília para pressionar pela retomada das negociações.
O cenário ainda é de incerteza, com impactos diretos na rotina de estudantes e servidores em todo o país.
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