Caso Henry Borel: Defesa de Jairinho abandona Júri
Nesta segunda-feira, 23, no início do julgamento do caso Henry Borel, os advogados do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, acusado pela morte do menino, anunciaram que deixariam o plenário. A medida levou à suspensão do Júri e à revogação da prisão preventiva de Monique Medeiros.
- 24 de março de 2026
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Nesta segunda-feira, 23, no início do julgamento do caso Henry Borel, os advogados do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, acusado pela morte do menino, anunciaram que deixariam o plenário. A medida levou à suspensão do Júri e à revogação da prisão preventiva de Monique Medeiros.
A defesa requereu a suspensão do julgamento, alegando falta de acesso integral às provas e apontando supostas nulidades no processo, especialmente quanto à cadeia de custódia de dados eletrônicos. Também sugeriu o desmembramento do feito, para que os réus fossem julgados separadamente.
A juíza de Direito Elizabeth Louro indeferiu ambos os pedidos, destacando que as acusações estão diretamente relacionadas e não comportam análise separada.
Diante do anúncio de abandono do plenário, a magistrada chegou a questionar a decisão, que foi mantida pelos advogados. O episódio gerou reação no público presente, com manifestações e interrupções que precisaram ser contidas.
Para a juíza, a conduta indicou possível estratégia previamente articulada e representou tentativa de interromper o curso regular do julgamento, sem respaldo legal. Em razão disso, determinou o envio de ofício à OAB para apuração de eventual infração ético-disciplinar.
A magistrada também ordenou a comunicação ao TJ/RJ para avaliação dos custos gerados com a sessão – incluindo estrutura, pessoal e serviços -, com possibilidade de responsabilização dos defensores.
Além disso, determinou o envio de informações ao gabinete do ministro Gilmar Mendes, do STF, que já havia recomendado celeridade na tramitação do caso.
Por sua vez, a defesa de Monique Medeiros, que havia se manifestado contra o adiamento, pleiteou a revogação da prisão preventiva sob o argumento de excesso de prazo, pedido que foi acolhido.
Diante do cenário, o julgamento foi redesignado para o dia 22/6/26, sendo a Defensoria Pública nomeada para atuar na defesa de Jairinho ad cautelam (por precaução).
Fonte: https://www.migalhas.com.br/quentes/452444/caso-henry-borel-defesa-de-jairinho-abandona-juri-e-monique-e-solta
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