MPF abre inquérito sobre compra de corpos do Hospital Colônia de Barbacena por faculdade de BH
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar a aquisição de corpos de pacientes do antigo Hospital Colônia de Barbacena pela Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG), em Belo Horizonte.
- 18 de maio de 2026
- Em: Cidade
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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar a aquisição de corpos de pacientes do antigo Hospital Colônia de Barbacena pela Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG), em Belo Horizonte.
A medida foi oficializada nesta sexta-feira (15) por meio de publicação no Diário Oficial do órgão.
Segundo o MPF, a investigação busca apurar fatos históricos ligados às violações de direitos humanos ocorridas no Hospital Colônia e avaliar possíveis medidas de “reparação histórica”.
O Hospital Colônia ficou conhecido nacionalmente como um dos maiores símbolos de violações psiquiátricas do Brasil. Estima-se que cerca de 60 mil pessoas tenham morrido na instituição ao longo das décadas.
A investigação cita documentos históricos relacionados ao envio de corpos de pacientes para instituições de ensino médico no país.
Em nota, a Faculdade Ciências Médicas e a Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), mantenedora da instituição, afirmaram que estão cooperando com o Ministério Público Federal e destacaram que suas atividades atuais seguem os padrões legais e éticos vigentes.
O caso reacende discussões sobre memória, responsabilidade histórica e os episódios retratados no livro “Holocausto Brasileiro”, da jornalista Daniela Arbex, obra que expôs nacionalmente a realidade vivida dentro do Hospital Colônia.
Mesmo décadas depois, Barbacena ainda revisita feridas profundas de uma história que jamais pode ser esquecida.
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