Brasil avança no tratamento do câncer com terapia CAR-T nacional e registra 72% de remissão completa
O Brasil deu um importante passo na oncologia com o desenvolvimento e a produção, em território nacional, de uma terapia celular CAR-T voltada ao tratamento de alguns tipos de câncer do sangue. Resultados do estudo CARTHIAE, conduzido pelo Einstein Hospital Israelita, apontaram taxas expressivas de resposta em pacientes que já não respondiam aos tratamentos convencionais.
- 9 de setembro de 2026
- Em: Saúde
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O Brasil deu um importante passo na oncologia com o desenvolvimento e a produção, em território nacional, de uma terapia celular CAR-T voltada ao tratamento de alguns tipos de câncer do sangue. Resultados do estudo CARTHIAE, conduzido pelo Einstein Hospital Israelita, apontaram taxas expressivas de resposta em pacientes que já não respondiam aos tratamentos convencionais.
Na primeira fase do estudo, 11 pacientes com leucemias e linfomas de células B refratários receberam a terapia. Ao todo, 81% apresentaram resposta ao tratamento e 72% alcançaram remissão completa da doença. Os participantes já haviam passado por múltiplas linhas de tratamento anteriormente.
A CAR-T é uma forma avançada de imunoterapia. O procedimento utiliza células T do próprio paciente, que são coletadas e modificadas em laboratório para reconhecer e atacar células cancerígenas. No projeto brasileiro, a fabricação ocorre no próprio hospital, reduzindo etapas logísticas e buscando tornar o tratamento mais ágil e, futuramente, mais acessível.
O estudo envolve pacientes com doenças como leucemia linfoblástica aguda de células B, linfoma não Hodgkin e leucemia linfocítica crônica. Dados divulgados pelo Einstein também indicam que os efeitos adversos observados foram manejáveis e compatíveis com o que já é descrito internacionalmente para a terapia.
A pesquisa conta com financiamento do Ministério da Saúde por meio do PROADI-SUS. Em agosto de 2026, o Einstein informou que já haviam sido realizadas 46 infusões de CAR-T Cell, enquanto a instituição segue desenvolvendo novas pesquisas na área de terapias avançadas.
Apesar dos resultados promissores, é importante destacar que o CARTHIAE é um estudo clínico, e os números iniciais não significam que a terapia esteja disponível de forma ampla para todos os pacientes. O avanço, porém, reforça a capacidade brasileira de desenvolver tecnologia de ponta para o combate ao câncer e abre caminho para ampliar, no futuro, o acesso a tratamentos celulares no país.
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