Universidades brasileiras participam de pesquisa internacional que busca cura para hepatite B
Duas universidades públicas brasileiras estão participando de uma grande pesquisa internacional que busca desenvolver novos tratamentos e avançar na busca pela cura da hepatite B, doença que ainda representa um importante desafio para a saúde pública mundial.
- 9 de setembro de 2026
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Duas universidades públicas brasileiras estão participando de uma grande pesquisa internacional que busca desenvolver novos tratamentos e avançar na busca pela cura da hepatite B, doença que ainda representa um importante desafio para a saúde pública mundial.
O consórcio é liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e reúne pesquisadores do Brasil, Índia, Senegal e Uganda. No país, participam o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes), e a Universidade de São Paulo (USP).
A pesquisa vai acompanhar, em nível celular, o comportamento do vírus da hepatite B em pacientes de diferentes países, além das respostas do sistema imunológico das pessoas infectadas. O estudo também inclui pacientes que vivem simultaneamente com hepatite B e HIV.
Segundo a professora Tânia Reuter, do Hucam-Ufes, um dos grandes objetivos científicos é chegar à cura da hepatite B. Outra meta é contribuir para eliminar a doença como problema de saúde pública.
No total, os pesquisadores pretendem acompanhar 600 pacientes, sendo 150 em cada país participante. Eles serão observados por aproximadamente quatro anos e meio. No Brasil, parte dos participantes ficará sob acompanhamento da equipe do Hucam-Ufes.
Os cientistas querem descobrir por que o vírus apresenta evoluções diferentes de uma pessoa para outra, identificar características genéticas que possam proteger determinados pacientes e encontrar componentes virais capazes de indicar a resposta ao tratamento ou uma possível cura.
O consórcio foi criado em 2023, teve suas atividades suspensas em 2024 e posteriormente retomadas. No Brasil, o estudo começou em 2026 e deverá se estender por aproximadamente cinco anos.
A expectativa é que os resultados contribuam para compreender melhor a hepatite B e abram caminho para estratégias terapêuticas mais eficazes no futuro.
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