Megaesquema de furto de cabos movimentou mais de R$150 milhões, apontou Polícia Civil
A Polícia Civil concluiu as investigações sobre a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em furtos de cabos, receptação e lavagem de dinheiro em Minas Gerais e outros estados.
- 21 de agosto de 2026
- Em: Polícia
Últimas notícias
Confira as últimas notícias publicadas em nosso site.
A Polícia Civil concluiu as investigações sobre a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em furtos de cabos, receptação e lavagem de dinheiro em Minas Gerais e outros estados.
Segundo as investigações, o esquema teria movimentado mais de R$ 150 milhões nos últimos anos.
Ao todo, 26 pessoas foram indiciadas por crimes como organização criminosa, furto, receptação e lavagem de dinheiro. Quatro empresas também foram identificadas como supostamente utilizadas nas atividades do grupo.
A investigação fez parte da Operação Cyprium, realizada em duas fases, com ações em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. O trabalho ganhou força após equipes de Visconde do Rio Branco e Juiz de Fora identificarem que investigavam integrantes ligados ao mesmo esquema.
Como funcionava o esquema
De acordo com a Polícia Civil, funcionários e ex-funcionários de empresas de telefonia e internet estariam envolvidos nas ações. Os suspeitos utilizavam uniformes e falsas ordens de serviço para simular trabalhos regulares e facilitar a retirada dos cabos.
Os materiais furtados em municípios como Juiz de Fora, Viçosa, Ubá, Cataguases e Visconde do Rio Branco, entre outras cidades, eram posteriormente encaminhados principalmente para o Rio de Janeiro e a Bahia.
As investigações apontam que o grupo estaria relacionado a mais de 1.400 furtos. Somente em um período de dois meses, aproximadamente R$ 3 milhões teriam sido movimentados em Juiz de Fora.
A investigação também chegou a um episódio ocorrido no cemitério de Aiuruoca, no Sul de Minas, onde foram furtados objetos como placas de identificação, crucifixos, imagens religiosas, lápides e floreiras.
Um homem de 29 anos, proprietário de um ferro-velho em Juiz de Fora, foi apontado pela investigação como responsável por chefiar parte do esquema na Zona da Mata. Ele havia sido preso em flagrante por receptação qualificada de fios de cobre durante a primeira fase da operação, realizada em setembro do ano passado.
Com a conclusão do inquérito e o indiciamento dos investigados, o caso segue agora para as demais providências legais.
Nossos colunistas
Veja todas as colunas organizadas por autor.
Editora
1938
matérias

